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Aldeias Vinhateiras

Pelas encostas do Douro surgem seis aldeias que se destacam pela riqueza cultural e pelas paisagens únicas. Barcos, Favaios, Provesende, Salzedas, Trevões e Ucanha são as seis aldeias vinhateiras da região, que oferecem experiências únicas através do seu património, da sua gastronomia e da natureza envolvente.

Trevões | © Rui DiasCasa da Calçada | © Alexa Pinto, Creative CommonsUcanha | © Rui DiasSalzedas | © Rui DiasBarcos | © Rui DiasFavaios | © Rui DiasUcanha | © Rui DiasTorre de Ucanha | © Vitor OliveiraUcanha | © Rui DiasUcanha | © Rui DiasUcanha | © Rui DiasUcanha | © Rui DiasUcanha | © Rui DiasUcanha | © Rui DiasUcanha | © Rui DiasUcanha | © Rui DiasUcanha | © Rui DiasSalzedas | © Rui DiasSalzedas | © Rui DiasBarcos | © Rui DiasBarcos | © Rui DiasTrevões | © Rui DiasProvesende | © Rui DiasProvesende | © Rui DiasProvesende | © Rui DiasProvesende | © Rui DiasProvesende | © Rui Dias

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Aldeias Vinhateiras

As aldeias vinhateiras, assim denominadas desde 2001, encerram uma história milenar, intrinsecamente ligada à cultura do vinho. Estas localidades estão sujeitas a um programa de requalificação, que visa proteger e reabilitar os espaços urbanos e paisagísticos que englobam.

Todos os anos, desde 2007, realiza-se o Festival das Aldeias Vinhateiras, durante os meses de setembro e outubro, enchendo as ruas de espetáculos, animação e atividades. Todas as festividades são apadrinhadas pela gastronomia e pelo vinho locais.

Na aldeia de Favaios, situada no concelho de Alijó, o pão caseiro e o vinho Moscatel fazem as delícias de qualquer visitante. No Museu do Pão e do Vinho está bem patenteada a importância destes dois produtos regionais. A história da antiga Flávia remonta à Idade do Ferro, onde as populações viviam em aldeias fortificadas, castros, com posições estratégicas, sendo ainda visível vestígios dessas muralhas.

Numa das encostas do rio Távora, situa-se Barcos, aldeia do concelho de Tabuaço. Esta localidade integra o lugar de Santo Aleixo, onde terá surgido o primeiro mosteiro da região, durante a Alta Idade Média. Pelo território de Barcos estendem-se várias quintas agrícolas e de produção vinícola, como a Quinta do Serro, narrada por Abel Botelho (1855-1917) no conto O Cerro, da obra Mulheres da Beiras, publicada em 1898. A Igreja Matriz de Barcos, edificada nos séculos XIII/XIV, foi classificada como Monumento Nacional, em 1922, e constituí um dos elementos mais valiosos da localidade.

No concelho de Sabrosa situa-se uma das mais antigas povoações do reino português, San Joanes, agora denominada de Provesende. Nesta aldeia situa-se o templo de Santa Marinha, datado do século IV ou V, tendo sido doado à Sé de Braga pela Rainha D. Constança de Leão (c.1046-1093). Foi nesta localidade que Joaquim Pinheiro de Azevedo Leite Pereira (1829-1918), um viticultor duriense, começou a combater a filoxera, praga do século XIX, que quase destruiu a cultura do vinho do Porto.

Em Trevões, a agricultura não se faz apenas a partir das vinhas, produzindo, também, azeite, produtos hortícolas, frutas, além de madeiras provenientes do pinheiro e do eucalipto. Esta aldeia, do concelho de São João da Pesqueira, alberga um museu, inaugurado em 2001, onde são recriados espaços ligados à vida quotidiana da freguesia e dos seus habitantes e à sua evolução ao longo dos séculos.

De antigo nome Algeriz, Salzedas é um aglomerado rural localizado junto do rio Torno, no concelho de Tarouca. O couto de Algeriz foi doado a D. Teresa Afonso (c.1100-1171), por D. Afonso Henriques (1109-1185), em 1163. Mais tarde, a viúva de Egas Moniz (1080-1146) ofereceu a localidade aos monges beneditinos, aos quais sucederam os monges de Cister. Estes últimos foram responsáveis por um grande desenvolvimento agrícola na região, lavrando os campos que rodeavam os mosteiros.

No mesmo concelho, encontra-se outra aldeia vinhateira, Ucanha. Esta é uma das mais antigas povoações da região, uma vez que as suas origens remontam à ocupação romana. Manteve a autonomia municipal e jurídica até ao século XIX.

Apesar das particularidades de cada uma das aldeias vinhateiras, todas elas partilham algo em comum: a cultura do vinho, espalhada na natureza envolvente e pelas gentes que trabalham as terras.

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