Vinhos da Região
Os vinhos durienses são já reconhecidos mundialmente, não só o Porto, como também os vinhos de mesa, que são cada vez mais apreciados. No Douro, a panóplia de vinhos é extensa, existindo sempre uma correspondência aos gostos pessoais de cada um.
Uvas do Douro | © Museu do Douro
Uvas da casta Touriga | © Museu do Douro
Uvas de vinho branco e de vinho tinto | © Museu do Douro
Cacho de uvas do Douro | © Museu do Douro
Quinta da Pacheca | © Judite Rocha
Barco Rabelo dos vinhos Castelinho | © Museu do Douro
Vinho da região do Douro | © Museu do Douro
Uvas de casta nobre | © Museu do Douro
Tonel da Quinta Nova | © Museu do Douro
Uvas do Douro | © Museu do Douro
Adega Cooperativa de Murça | © Museu do Douro
Uvas do Douro | © Museu do Douro
Um brinde | © Judite Rocha
Uvas moscatel no Douro | © Melanie Antunes
Fazer vinho na Quinta do Passadouro | © Judite Rocha
Vinho na Quinta do Portal | © Judite Rocha
Quinta da Rapada | © Museu do Douro
Quinta da Pacheca | © Judite Rocha
Adega Cooperativa no Peso da Régua | © Cida Garcia
Uvas do Douro em fase de crescimento | © Museu do Douro
Transporte de luxo | © Museu do Douro
Uvas do Douro | © Museu do Douro
Núcleo Museológico Favaios, Pão e Vinho | © Museu do Douro
A bebida mais conhecida do Douro é o afamado vinho do Porto, encorpado e adocicado, com um elevado teor alcoólico (normalmente entre os 19 e 22% vol.). Este vinho adquire propriedades únicas, não só devido às condições naturais como o clima e a zona onde o fruto é cultivado, mas também graças ao seu processo de fabrico. A fermentação do mosto (sumo de uva não fermentado) é parada para se adicionar aguardente vínica. É esta interrupção da fermentação que condiciona a doçura do vinho.
Os vinhos durienses dividem-se em três grandes categorias: os vinhos Tintos, os Brancos e os Rosados. Os primeiros são, na sua maioria, produzidos a partir de várias castas, sendo a Touriga Nacional, a Touriga Franca, a Tinta Roriz (Aragonez), a Tinta Barroca e o Tinto Cão, aquelas com maior expressão. Os Tintos jovens, consumidos nos primeiros anos após as vindimas, distinguem-se pela cor rubi e pelo aroma frutado. Devem ser servidos entre os 13 e os 15 ºC, acompanhando refeições ligeiras à base de carne ou massas. Já os Tintos de guarda, assinalados no rótulo como “Reserva” ou “Grande Reserva”, têm uma cor e um aroma mais intensos. São servidos entre os 16 e os 18 ºC, acompanhando pratos de carne vermelha, com condimentos fortes, ou pratos de carne de caça, no caso de serem envelhecidos.
Os vinhos Brancos são a bebida ideal para acompanhar pratos de peixe. Resultam de castas como a Malvasia Fina, o Viosinho, o Gouveio e o Rabigato. Os mais jovens, consumidos a temperaturas entre os 8 e os 10 ºC, são vinhos refrescantes, com cores claras e aromas frutados. Os Brancos de guarda apresentam uma cor mais dourada e aromas mais torrados, adquiridos pelo tempo de fermentação em madeira. Devem ser servidos a cerca de 12 ºC, acompanhando peixes mais gordos, como o salmão e o bacalhau, ou carnes brancas como o frango e o coelho. Tal como os Tintos de guarda, também são assinalados no rótulo com a designação “Reserva” ou “Grande Reserva”.
Os vinhos rosados são recentes na produção duriense, existindo, portanto, em menor número. Tal como o nome o indica são vinhos com cores rosadas, com aromas frutados, misturando a doçura com a acidez. Devem ser consumidos um a dois anos após a colheita, a temperaturas entre os 10 e 12 ºC. Acompanham bem refeições ligeiras, ou simplesmente como aperitivo.
Nas encostas durienses produzem-se, ainda, o vinho Moscatel, o Espumante do Douro (VEQPRD), o vinho novo (vinho da última vindima) e o de Colheita Tardia, elaborado com uvas colhidas após a época das vindimas, sobrematuradas.