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Vinho e Enoturismo

O Douro é uma região vinícola de excelência mundial, em que se produzem vinhos com características únicas que lhes conferem uma cor, um aroma e um paladar inigualáveis. Além de provarem o tão apreciado vinho do Porto, os visitantes podem ainda ser parte ativa da sua produção, ao participarem nas vindimas e lagaradas, um lavouro que mais parece um festejo do que um trabalho.

Cálice de vinho | © Museu do DouroVideiras | © Museu do DouroBarcos rabelos carregados de tonéis | © Cida GarciaCacho de uvas | © Museu do DouroCaves Offley | © Melanie AntunesJarra de vinho | © Turismo do DouroFolha de videira | © Museu do DouroVinho do Porto Ruby e vinho do Porto White | © Melanie AntunesMáquina de esmagar as uvas | © Museu do DouroCaves Offley | © Melanie AntunesBarcos rabelos no Porto | © Museu do DouroMáquina que servia para engarrafar o vinho | © Melanie AntunesCacho de uvas | © Museu do DouroVinho do Porto Ruby | © Melanie AntunesCascos com grandes quantidades de vinho armazenado | © Melanie AntunesVinhas | © Museu do DouroVinho armazenado | © Melanie AntunesCacho de uvas sobre rocha | © Museu do DouroMáquina de colocar rolhas nas garrafas | © Melanie AntunesBarco rabelo | © Museu do DouroPorto Tawny armazenado | © Melanie AntunesVindima | © Museu do Douro

 “Do Corgo para cima, é Alto Douro: chão de xisto esfarelado pelo ar; pelo calor; pelo trabalho mortal da enxada, bidente e sarnada, do cavador-escravo, que, de sol a sol, debaixo da saborreira calcinante, curvo, ficando no alvião, com a pele a escaldar e a luzir de suor, o corta, o espedaça, o pulveriza, convertendo a pedra em terra.

in Recordações e Viagens, de Antero de Figueiredo

Nos socalcos do Douro, abrigados dos ventos húmidos graças às serras do Marão e de Montemuro, nascem alguns dos vinhos mais apreciados mundialmente. Com um aroma suave e um sabor delicado, o vinho do Porto, fortificado com aguardente vínica, é sempre uma referência para quem visita a região. Este não é o único atrativo, uma vez que nos últimos anos os vinhos de mesa do Douro têm vindo igualmente a ganhar uma grande expressão a nível internacional. O clima quente e seco no Verão e rigoroso no Inverno, contribui para a qualidade destas uvas, assim como o solo xistoso, que obriga a que as raízes penetrem até grandes profundidades. Uma pequena parte da produção tem origem em solos graníticos.


A Região Demarcada do Douro foi instituída no reinado de D. José I (1714-1777), pelo seu Primeiro-Ministro e futuro Marquês de Pombal, Sebastião José de Carvalho e Melo (1699-1782), por Lei de 1756, ano em que também se instituiu a Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro. Foi esta instituição que, nesse ano e seguintes, demarcou e regulamentou a região produtora de vinhos, então designada por Feitoria, podendo considerar-se a primeira a nível mundial a ser criada com este nível de rigor e exigência. A demarcação inicial foi sucessivamente ampliada ao longo dos anos, sem, no entanto, se desvincular das suas raízes originais.

A importância da produção de vinho há quase dois mil anos, a paisagem moldada pela atividade humana, os socalcos, as quintas, as aldeias, as capelas, as estradas e, de um modo geral, todo o valor cultural de uma região europeia de produção de vinho, foram fatores distintivos usados pela UNESCO para atribuir em 2001 ao Alto Douro Vinhateiro a classificação de Património Mundial da Humanidade.

O enoturismo é uma das componentes mais importantes da Região do Douro, contendo uma oferta bastante variada para os adeptos desta modalidade de turismo ativo. Um número significativo de quintas são visitáveis e permitem aos visitantes provar as suas produções locais. Muitas das quintas funcionam também como unidades de alojamento, sendo que algumas já foram premiadas por organizações e meios de comunicação internacionais, devido à sua elevada qualidade.

A cada ano cresce o número de turistas que se dirigem às quintas para participarem nas vindimas e poderem estar presentes nas tradicionais lagaradas. Durante o período da vindima, os turistas podem alojar-se nas próprias quintas, ou em locais próximos, e degustar refeições representativas da gastronomia local, acompanhadas, obviamente, pelo vinho da região.

Antes de partir para o Douro, pode visitar as caves do vinho do Porto, em Vila Nova de Gaia e algumas enotecas localizadas na zona histórica da cidade do Porto, onde pode participar em provas de vinho. Antes de regressar a casa, quer nas caves, quer em diversas quintas, adegas e garrafeiras da região, pode ainda adquirir ou encomendar alguns exemplares de vinhos do Porto e do Douro.

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